Das WCAG 2.1 ao European Accessibility Act e à Legge Stanca (a lei italiana da acessibilidade): as regras para uma Internet acessível para todos.
Três referências definem hoje a acessibilidade digital na Europa: as WCAG, as diretivas europeias e a legislação nacional de cada país — em Portugal, o Decreto-Lei n.º 83/2018, para o setor público, e o Decreto-Lei n.º 82/2022, que transpõe o European Accessibility Act. O exemplo italiano indicado a seguir mostra como cada Estado-Membro concretiza estas regras. As obrigações aplicáveis à sua organização dependem do tipo de entidade, do setor e do serviço: com as nossas ferramentas internas e auditores humanos, ajudamo-lo a identificar e corrigir as barreiras técnicas, segundo as WCAG 2.1/2.2 AA.
As WCAG 2.1 (Diretrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web) fazem parte de um conjunto de recomendações internacionais desenvolvidas pela Web Accessibility Initiative (WAI), no âmbito do World Wide Web Consortium (W3C). Estas diretrizes definem os critérios técnicos para tornar os conteúdos Web acessíveis a todos, incluindo as pessoas com deficiência.
A Diretiva (UE) 2016/2102 (Web Accessibility Directive) obriga as entidades públicas dos Estados-Membros a tornar acessíveis os seus sítios Web e aplicações. A Diretiva (UE) 2019/882 (European Accessibility Act), aplicável desde 28 de junho de 2025, alarga os requisitos de acessibilidade a determinados produtos e serviços oferecidos aos consumidores, também por entidades privadas (por exemplo, e-commerce, serviços bancários, transportes, comunicações eletrónicas), com isenções para as microempresas que prestam serviços. A referência técnica comum é a norma EN 301 549, baseada nas WCAG.
Em Itália, a acessibilidade digital é regulada pela Lei 4/2004, conhecida como Legge Stanca. A coordenação e a aplicação estão a cargo da AgID (Agenzia per l’Italia Digitale, a agência italiana para a digitalização), que define os requisitos técnicos e as modalidades para tornar os sítios Web e os serviços informáticos acessíveis às pessoas com deficiência.
Cada país adota as suas próprias normas, quase sempre baseadas nas WCAG: eis o quadro de referência internacional.
DDA – Disability Discrimination Act
WCAG 2.0 AAWZG – BaFG (EAA)
WCAG 2.1 AATransposição da WAD (UE) 2016/2102
WCAG 2.1 AAACA – Accessible Canada Act / CHRA
WCAG 2.0 AAWAA – Web Accessibility Act
WCAG 2.1 AADigipalvelulaki (306/2019)
WCAG 2.1 AALoi 2005-102 (art. 47) – RGAA 4.1 · transposição do EAA (C. conso. L.412-13)
WCAG 2.1 AABITV 2.0 (setor público) – BFSG (EAA)
WCAG 2.1 AALei 4727/2020 – Digital Governance
WCAG 2.1 AARPD Act – Rights of Persons with Disabilities
WCAG 2.0 ADisability Act + WAD (UE) 2016/2102
WCAG 2.1 AAIS 5568 – Equal Rights of Persons with Disabilities
WCAG 2.0 AALegge 4/2004 (Stanca) – D.Lgs. 82/2022 (EAA) – Orientações da AgID
WCAG 2.1 AAUU-forskriften for IKT
WCAG 2.0/2.1 AAWeb Accessibility Standard
WCAG 2.1 AABesluit digitale toegankelijkheid – lei de transposição do EAA
WCAG 2.1 AADecreto-Lei n.º 83/2018 – Decreto-Lei n.º 82/2022 (EAA)
WCAG 2.1 AAEquality Act 2010 + PSBAR 2018
WCAG 2.1 AARD 1112/2018 – Ley 11/2023 (EAA)
WCAG 2.1 AAADA – Americans with Disabilities Act · Section 508 (entidades federais)
WCAG 2.0/2.1 AA (Section 508; regra do DOJ de 2024 para as entidades estaduais e locais)Preferimos dizê-lo desde já, com toda a clareza:
A auditoria e a remediação têm como referência as WCAG 2.1 e 2.2, nível AA (na Europa, adotadas através da norma EN 301 549). Os referenciais nacionais específicos só são aplicados se expressamente acordado por escrito.
A auditoria verifica as páginas e as funcionalidades acordadas (a auditoria base inclui até 20 páginas). O que está fora do perímetro não é verificado.
As ferramentas automáticas detetam apenas uma parte das barreiras: por isso as nossas auditorias incluem a verificação manual de auditores humanos.
O widget é uma ferramenta complementar para os visitantes: não corrige o código nem os conteúdos e, por si só, não torna um sítio acessível nem conforme.
Qualquer alteração posterior ao código, aos conteúdos ou às funcionalidades pode introduzir novas barreiras. Manter a acessibilidade exige novas verificações (serviço opcional): não é automático.
O cumprimento das WCAG é um requisito técnico e não equivale, por si só, ao cumprimento de todas as obrigações legais, que dependem do país, do tipo de organização, do setor e do serviço (por exemplo, a Diretiva (UE) 2019/882 e as suas transposições nacionais — em Portugal, o Decreto-Lei n.º 82/2022 — ou as normas para o setor público, como o Decreto-Lei n.º 83/2018) e podem incluir exigências adicionais. Não prestamos aconselhamento jurídico nem emitimos certificações.
Trabalhamos para atingir o nível AA das WCAG no perímetro verificado. O resultado depende também da plataforma, dos conteúdos e das intervenções que decidir realizar: não garantimos um resultado jurídico.
Mais detalhes nos Termos e condições.
Analisamos o seu sítio com ferramentas internas e auditores humanos, segundo as WCAG 2.1/2.2 AA, e indicamos-lhe as intervenções necessárias, com acesso à Suite Accessibi.
Oferecemos uma consulta gratuita e sem compromisso: preencha o formulário e um dos nossos especialistas entrará em contacto consigo no prazo de 24 horas úteis para o orientar na escolha mais adequada às suas necessidades.
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